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Biometano, caminhões e ferrovia: combustível renovável liga o transporte de açúcar do Triângulo até Santos

Uberlândia inaugura primeiro hub de biometano e gás natural da região Um projeto iniciado nesta quinta-feira (20) em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, pass...

Biometano, caminhões e ferrovia: combustível renovável liga o transporte de açúcar do Triângulo até Santos
Biometano, caminhões e ferrovia: combustível renovável liga o transporte de açúcar do Triângulo até Santos (Foto: Reprodução)

Uberlândia inaugura primeiro hub de biometano e gás natural da região Um projeto iniciado nesta quinta-feira (20) em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, passou a utilizar caminhões movidos a biometano no transporte de açúcar entre Minas Gerais e São Paulo. A iniciativa, chamada de Rota Verde, substitui o diesel por combustível produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar no trecho rodoviário. Tupaciguara recebeu a primeira planta de biometano de Minas Gerais em outubro de 2025 em um investimento de R$ 70 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp 🔎 Biometano: é um combustível produzido a partir do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos, como restos de culturas agrícolas e dejetos de animais. Após ser purificado, pode ser utilizado em veículos e outros equipamentos. Os caminhões abastecidos com biometano transportam o açúcar até o Terminal Integrador de Uberaba. A partir de lá, a carga segue pela Ferrovia Centro-Atlântica até o Porto de Santos, em São Paulo, onde é destinada à exportação. A iniciativa reúne a Bioenergética Aroeira, a Gasgrid/Zeg Biogás, a Aguetoni Transportes e a VLI. O biometano usado pelos caminhões é produzido a partir de resíduos gerados durante o processamento da cana-de-açúcar. Segundo as empresas envolvidas, o projeto utiliza resíduos da produção de cana-de-açúcar para gerar o combustível usado no transporte do próprio açúcar. Dessa forma, o resíduo de uma etapa da produção é aproveitado em outra etapa da cadeia. Operação piloto A operação está em fase piloto e deve movimentar cerca de 12 mil toneladas de açúcar por mês. A previsão é aumentar o volume transportado ao longo do segundo semestre de 2026. Para 2027, a expectativa é movimentar cerca de 200 mil toneladas de açúcar no trajeto que combina transporte rodoviário e ferroviário. De acordo com a VLI, o transporte ferroviário pode emitir até 75% menos CO₂ por tonelada transportada do que o transporte feito por caminhões movidos a combustíveis fósseis. Segundo a empresa, o percentual varia conforme as características da operação e a matriz energética utilizada. Economia circular Na economia circular, resíduos de uma etapa da produção são reaproveitados como matéria-prima em outro processo. No projeto, resíduos da produção de cana-de-açúcar são transformados em biometano, usado no transporte do próprio açúcar. O biometano usado na operação é produzido a partir de resíduos do processamento da cana-de-açúcar e substitui o diesel no trecho rodoviário. A produção do combustível a partir desses resíduos também permite o reaproveitamento de materiais da própria cadeia produtiva. Leia também: Gasotudo: Uberlândia e Uberaba recebem investimento de R$ 350 milhões Contrato de R$ 1 bilhão marca início de projeto de biometano no Triângulo Gasmig anuncia investimento de R$ 1 bilhão no Triângulo Mineiro Usina de biometano em Tupaciguara foi inaugurada em 2025 TV Integração/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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