Empresas de ônibus de BH passam por intervenção emergencial após reclamações de passageiros
Empresas de ônibus de BH passam por intervenção emergencial após reclamações de passageiros Reprodução/TV Globo Três empresas de ônibus de Belo Horizo...
Empresas de ônibus de BH passam por intervenção emergencial após reclamações de passageiros Reprodução/TV Globo Três empresas de ônibus de Belo Horizonte estão passando por uma intervenção emergencial devido ao número de reclamações sobre os coletivos. Atrasos, superlotação e veículos estragados são os principais problemas denunciados. Na última quinta-feira (28), passageiros insatisfeitos chegaram a fechar as pistas da Estação São Gabriel, na Região de Venda Nova, com cones e barreiras. Eles protestaram por melhores condições no sistema de transporte público da capital. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Segundo a prefeitura, a intervenção emergencial tem o objetivo de reduzir os impactos aos usuários dos ônibus durante o atual contrato de concessão do serviço, que vence em 2028. Os alvos da medida são a SM Transportes, Transoeste e TopBus, que passaram a ter algumas linhas operadas por outras concessionárias (leia mais abaixo). "Administrativamente, nós já notificamos diversas vezes, [através de] notificações contratuais, para que a gente possa retomar o nível de operação dessas empresas e dessas linhas", afirmou Rafael Murta, superintendente da Sumob. A TV Globo procurou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), que representa as três operadoras, para um posicionamento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Agora no g1 Alvos da intervenção Em abril deste ano, passageiros das linhas operadas pela SM Transportes, do grupo Saritur, protestaram contra atrasos de horários e ônibus com defeito. Na época, 28 coletivos foram retirados de circulação após a constatação de que eles atingiram a idade máxima para rodar na capital, de 12 anos. No Barreiro, a Transoeste é o motivo de queixas dos usuários do transporte público. As principais reclamações estão relacionadas ao descumprimento das viagens programadas e de veículos com problemas mecânicos. Paralisações de funcionários da empresa também ocorreram com frequência nos últimos anos. Já o consórcio TopBus, que opera na Região Leste, já foi investigado por uma CPI e preocupa pela série de acidentes registrados desde 2023, quando substituiu a Viação Torres. A TV Globo apurou que, em três anos, houve ao menos 15 ocorrências envolvendo ônibus desgovernados — alguns deles atingiram casas, postes e até pessoas que aguardavam no ponto. Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que as fiscalizações dos coletivos são feitas diariamente para garantir a qualidade do serviço. A administração municipal também disse que, para receber a remuneração complementar prevista em lei, as operadoras precisam cumprir exigências, como pontualidade, limpeza, conservação dos veículos e respeito à lotação máxima permitida. LEIA TAMBÉM: 'Chama a polícia': mulher vítima de violência deixa bilhete em UBS Bebê indígena de origem venezuelana morre de desnutrição em Betim