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Sete mandados de prisão são cumpridos em Montes Claros durante operação contra golpe da ‘falsa garota de programa’

Material apreendido durante a operação Polícia Civil/Divulgação Sete mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão foram cumpridos em Montes Cl...

Sete mandados de prisão são cumpridos em Montes Claros durante operação contra golpe da ‘falsa garota de programa’
Sete mandados de prisão são cumpridos em Montes Claros durante operação contra golpe da ‘falsa garota de programa’ (Foto: Reprodução)

Material apreendido durante a operação Polícia Civil/Divulgação Sete mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão foram cumpridos em Montes Claros, no Norte de Minas, durante a operação Medusa, de combate ao crime de extorsão praticado por meio do golpe conhecido como “falsa garota de programa”. A ação foi realizada pelas polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal nesta quarta-feira (10). Até o momento, foram apreendidos 15 aparelhos celulares e drogas, o que resultou em uma prisão em flagrante por tráfico. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Vítimas eram ameaçadas com armas Reprodução Esta é a nona operação realizada na região em menos de um ano contra grupos envolvidos na mesma modalidade criminosa. Em entrevista coletiva, o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Frederico Martins, explicou que a operação desta quarta-feira apura crimes praticados contra seis vítimas do Distrito Federal. “Estamos apurando quatro ocorrências envolvendo seis vítimas diferentes do Distrito Federal, todas praticadas por moradores de Montes Claros. [...] O crime que investigamos inicialmente é a extorsão por meio de sites de garotas de programa. Os clientes acessam esses sites acreditando que estão conversando com garotas de programa. No entanto, quem está do outro lado é uma falsa garota de programa, que inicia a conversa e coleta dados das vítimas. Quando o cliente percebe que não haverá encontro, os criminosos começam a enviar vídeos afirmando que pertencem a facções criminosas e que vão atrás da família da vítima. Com essas ameaças, as vítimas acabam sendo obrigadas a realizar pagamentos”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Polícia Civil, o grupo possuía divisão de tarefas, com suspeitos responsáveis pela criação de e-mails e chaves Pix, pela operação de contas bancárias de terceiros, pela centralização dos valores recebidos e pela possível lavagem do dinheiro obtido com os crimes. “Também foi identificada uma empresa vinculada à líder da organização, que movimentou mais de R$ 2 milhões em aproximadamente um ano, valor incompatível com o perfil apurado, mas compatível com a prática de lavagem de capitais”, informou a PCDF. Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil em Montes Claros. As investigações continuam. Operação Eros Em maio deste ano, outras sete pessoas foram presas e oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Montes Claros durante a operação Eros, que investigou o mesmo tipo de crime. As investigações que culminaram nessa operação começaram em dezembro de 2025, após um casal de Taguatinga, no Distrito Federal, denunciar ter sido vítima de extorsão. Os mandados expedidos pela Justiça do Distrito Federal foram cumpridos nos bairros Independência, Nova Morada, Castelo Branco e Esplanada. Além das sete prisões, três adolescentes também foram apreendidos. LEIA TAMBÉM Operação da Polícia Civil mira grupo suspeito de aplicar golpe da 'falsa garota de programa' 'Tinha divisão de tarefas bem definida', diz delegado sobre grupo de Montes Claros que gerou prejuízo de R$ 15 milhões em extorsões virtuais Polícia prende grupo que extorquia dinheiro usando sites de relacionamento e de acompanhantes Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

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