Após quedas de aviões, ANP investiga possibilidade de adulteração de combustível no Aeroporto da Pampulha
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) coletou amostras de combustíveis de aviação no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizon...
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) coletou amostras de combustíveis de aviação no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, após os acidentes com duas aeronaves que decolaram do terminal na sexta-feira (9). O objetivo do órgão é investigar a possibilidade de adulteração ou de má qualidade do material usado nas aeronaves. Quatro pessoas morreram com as duas quedas de aviões no mesmo dia na última semana. No fim da manhã, um monotor que deixou o terminal da capital mineira em direção a Juatuba, na Grande BH, caiu sobre o trilho do metrô. O piloto, única pessoa a bordo, não sobreviveu. À tarde, outra aeronave, com três policiais militares, caiu perto do Aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp As causas das duas quedas estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira. De acordo com a ANP, vai ser analisada a qualidade dos combustíveis usados para abastecer as duas aeronaves que caíram. A fiscalização ocorreu na terça-feira (13), quatro dias depois dos acidentes. Segundo a ANP, as amostras vão passar por análises laboratoriais para verificar a qualidade dos combustíveis. Os fiscais também examinaram registros das operações de fornecimento e abastecimento. "Dentro de suas atribuições legais, a ANP verificará a existência de possíveis irregularidades relacionadas à qualidade dos combustíveis, bem como aos procedimentos de fornecimento e abastecimento", afirmou a ANP à TV Globo. Minas registra nove acidentes aéreos em 2026 Aviões da PM e de empresa privada A ANP não esclareceu, porém, se os dois aviões foram abastecidos pelos mesmos fornecedores ou se utilizaram instalações e equipamentos em comum. Um dos aviões pertencia à Polícia Militar de Minas Gerais, que informou que a manutenção estava em dia. O outro era propriedade da empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação, que também afirmou estar com a manutenção atualizada. A Agência Nacional de Aviação (Anac) disse não haver irregularidade nos registros. Segundo a ANP, poderão ser aplicadas "medidas cautelares, incluindo a interdição de instalações, mas somente se forem constatadas irregularidades graves que justifiquem tais providências". Ainda segundo a ANP, as últimas fiscalizações dos fornecedores de combustíveis da Pampulha ocorreram em outubro de 2025, um ano antes dos acidentes. Na ocasião, não foram identificadas irregularidades. Montagem mostra quedas de aviões em Belo Horizonte e em Santana do Paraíso após decolagens do Aeroporto da Pampulha Reprodução/TV Globo Três acidentes aéreos na Grande BH desde maio Desde maio, foram três acidentes aéreos só na Região Metropolitana em Belo Horizonte (relembre aqui). Em dez anos, em todo o estado, foram 140 acidentes aéreos e 71 mortes em 10 anos, de acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Os dois acidentes de sexta-feira ocorreram com poucas horas de diferença. A primeira aeronave era um monomotor Embraer Corisco II Turbo, de matrícula PT-VHE. Ela caiu no pátio de manutenção do metrô, próximo à Estação São Gabriel, em Belo Horizonte, pouco depois de decolar da Pampulha. Era um voo de teste após a aeronave passar um período em manutenção no aeródromo. O piloto Daniel de Souza da Silva Salomão, de 31 anos, morreu. A aeronave seguiria para Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. À tarde, o bimotor Beechcraft Super King Air 300, da Polícia Militar de Minas Gerais, decolou do Aeroporto para fazer um voo de checagem. Morreram o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Lacerda Resende (veja quem são as vítimas). Videos mais vistos do g1 Minas