cover
Tocando Agora:

Grávida de 8 meses morre nos braços da mãe após atendimento em Santa Casa de MG

naiara patrocínio grávida morre santa casa Reprodução/Redes Sociais Nayara Oliveira Silva, de 26 anos, e grávida de oito meses, morreu na madrugada de quar...

Grávida de 8 meses morre nos braços da mãe após atendimento em Santa Casa de MG
Grávida de 8 meses morre nos braços da mãe após atendimento em Santa Casa de MG (Foto: Reprodução)

naiara patrocínio grávida morre santa casa Reprodução/Redes Sociais Nayara Oliveira Silva, de 26 anos, e grávida de oito meses, morreu na madrugada de quarta-feira (12), na Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio, no Alto Paranaíba. Segundo a mãe, Cleusa Oliveira, a filha passou horas com fortes dores, pediu atendimento várias vezes e morreu em seus braços. A família questiona o atendimento prestado pelo hospital e afirma que houve negligência. “Minha filha não tinha um momento de paz. Ela andava de um lado para o outro, estava muito inquieta e dizia que iria morrer, que a dor era demais. Eu fazia massagem nela e pedia para ela ter calma”, afirmou Cleusa. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) depois que o companheiro de Nayara, Ronaldo Morais de Souza, procurou a corporação. Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio afirmou que realiza uma apuração interna sobre o caso, com a participação das áreas responsáveis, para esclarecer os fatos e as circunstâncias relacionadas ao atendimento. Leia a nota completa abaixo. Já a Prefeitura de Patrocínio informou que, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, acompanha o caso e presta o suporte necessário dentro de suas atribuições. Leia abaixo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Agora no g1 Idas e vindas à Santa Casa Segundo Cleusa, Nayara procurou o hospital pela primeira vez no domingo (9), com mal-estar, febre, dor de cabeça e dor de garganta. Conforme o registro da ocorrência, ela recebeu medicação e passou por exames de sangue, cultura de urina e pesquisa para dengue. Depois, foi liberada após informar que o bebê estava se movimentando normalmente. A mãe contou que a filha continuou passando mal e voltou à Santa Casa na terça-feira (11). Segundo o registro policial, exames apontaram uma redução significativa no número de plaquetas, e a internação foi recomendada. Nayara teria pedido para ir para casa e foi liberada com a orientação de retornar ao hospital. Mais tarde, por volta das 20h43, ela voltou ao hospital acompanhada da mãe e foi internada. Cleusa afirmou que, durante a noite, a filha continuou sentindo fortes dores e chegou a pedir uma cesárea e um ultrassom. Segundo ela, os pedidos não foram atendidos. A versão apresentada pela equipe médica e registrada pela Polícia Militar apontou que Nayara passou por procedimentos durante a internação. Uma cardiotocografia realizada às 22h teria mostrado que os batimentos cardíacos do bebê estavam normais. 🔎Cardiotocografia (ou CTG), é um exame médico não invasivo que registra ao mesmo tempo os batimentos cardíacos do feto, os movimentos do bebê e as contrações do útero. Cleusa afirmou ainda que a filha começou a vomitar depois de receber um medicamento por via oral. Segundo ela, Nayara também reclamava de fraqueza e havia relatado dor no peito. Ainda segundo o registro de ocorrência, durante a madrugada Nayara manifestou vontade de deixar o hospital, e a mãe solicitou a documentação para a alta. Cleusa contou que a filha pediu para ser levada para casa. “Ela me pediu, pelo amor de Deus, que realizasse um último pedido: que eu levasse ela para morrer em casa”, contou. Últimos momentos da gestante naiara patrocínio grávida morre santa casa Reprodução/Redes Sociais Segundo a mãe, ela pegou Nayara e foi para o corredor, mas uma enfermeira levou a jovem novamente para o quarto. Por volta das 4h30, conforme o registro policial, Nayara sentiu uma forte dor abdominal enquanto caminhava pelo corredor e caiu. Ela foi colocada em uma cadeira de rodas e levada de volta ao quarto. Segundo a médica responsável técnica da Santa Casa, citada no registro policial, a plantonista não pôde atender Nayara naquele momento porque realizava um parto de emergência. Os nomes das médicas não foram divulgados. Cleusa afirmou que, quando voltou ao quarto, encontrou a filha sem reação. “Quando eu cheguei lá, eu segurei minha filha e ela ficou rígida, com a boca roxa. Ela estava morta”, afirmou. Ainda conforme o boletim, por volta das 5h, Nayara expeliu muco pela boca e, em seguida, teve uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou manobras de reanimação por cerca de uma hora, mas ela não resistiu. “Eles tentaram reanimá-la, mas não foi possível. Eu implorei para que eles salvassem a minha filha”, disse Cleusa. LEIA TAMBÉM: Quem é quem no esquema de família investigada por tráfico e lavagem de dinheiro Vizinho estranha portão aberto e luzes acesas, e PM encontra 110 barras de maconha PF cumpre mandados contra suspeitos de traficar 3 toneladas de cocaína Família questiona atendimento A mãe afirmou que não consegue aceitar a forma como a filha morreu e questionou se todos os procedimentos necessários foram realizados. “Eu poderia até estar conformada se tivessem feito tudo o que podiam. Mas não foi isso que aconteceu. Na minha visão, eles trataram minha filha de qualquer jeito”, afirmou. Nayara estava grávida de oito meses e, segundo Cleusa, tinha planos de construir a própria família. “Ela tinha muitos sonhos. Estava começando a construir a própria família. Não era para terminar assim”, disse. A mãe afirmou que pretende buscar respostas sobre o atendimento prestado à filha. “Eu perdi uma batalha, mas não perdi a guerra. A Nayara vai ser lembrada. Ela morreu nos meus braços. Se eu tivesse conhecimento suficiente, talvez eu pudesse ter salvado minha filha”, declarou. O que disse a Santa Casa de Patrocínio "O Hospital Santa Casa de Patrocínio informa que está realizando uma apuração interna criteriosa sobre o caso, envolvendo as áreas responsáveis, com o objetivo de esclarecer todos os fatos e circunstâncias relacionados ao atendimento. Até a conclusão dessa investigação, a instituição não irá se pronunciar publicamente sobre o caso, a fim de preservar a seriedade do processo de apuração, bem como a privacidade, a dignidade e o sigilo das informações da paciente e de seus familiares. Após a conclusão da análise, a instituição avaliará, dentro dos limites legais e éticos aplicáveis, a possibilidade de prestar os esclarecimentos pertinentes. O Hospital reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e a segurança na assistência prestada aos seus pacientes." O que disse a Prefeitura "A Prefeitura de Patrocínio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está acompanhando o caso e prestando todo o suporte necessário dentro de suas atribuições. É importante esclarecer que a Santa Casa possui gestão própria e independente, não sendo administrada pela Prefeitura. A instituição é porta aberta para atendimentos de urgência e emergência às gestantes, sem necessidade de encaminhamento pela UPA. A paciente realizava acompanhamento pela rede municipal de saúde e, diante do ocorrido, estão sendo adotadas as medidas necessárias para a apuração do caso. A própria Santa Casa já solicitou os exames e procedimentos necessários para investigação das possíveis causas, com o suporte da rede pública de saúde. A Prefeitura de Patrocínio se solidariza com a família e os amigos neste momento de profunda dor, manifestando suas mais sinceras condolências e desejando força e conforto a todos." VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Fale Conosco