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PF indicia 17 por esquema de mineração ilegal na Serra do Curral; grupo mirava lucro de R$ 2,3 bilhões

Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) está minerando na Serra do Curral Lucas Franco/TV Globo A Polícia Federal indiciou 17 pessoas suspeitas de integra...

PF indicia 17 por esquema de mineração ilegal na Serra do Curral; grupo mirava lucro de R$ 2,3 bilhões
PF indicia 17 por esquema de mineração ilegal na Serra do Curral; grupo mirava lucro de R$ 2,3 bilhões (Foto: Reprodução)

Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) está minerando na Serra do Curral Lucas Franco/TV Globo A Polícia Federal indiciou 17 pessoas suspeitas de integrar um esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, em Belo Horizonte. O inquérito da Operação Parcours, ao qual o g1 teve acesso, concluiu que empresários, servidores públicos, consultores e geólogos fraudaram planos de recuperação ambiental para manter a exploração de minério de ferro na Mina Granja Corumi. Segundo a investigação, o grupo mirava um potencial de faturamento de até R$ 2,3 bilhões com a atividade. De acordo com a PF, os investigados utilizaram instrumentos criados para recuperar a área degradada, como o Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) e o Plano de Fechamento de Mina (PFM), para esconder a extração comercial de minério. Enquanto os órgãos de fiscalização acreditavam que a mina passava por recuperação ambiental, o grupo continuava explorando a área, afirma a polícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O relatório aponta que a atividade provocou danos ambientais na Serra do Curral, área protegida por tombamento. Entre os impactos citados estão a destruição da nascente do Córrego Taquaril, a abertura de cavas fora dos limites autorizados, a falta de recuperação da vegetação e possíveis danos ao lençol freático. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Federal, que vai analisar se apresenta denúncia à Justiça. Agora no g1 Como funcionava o esquema Segundo a investigação, a organização utilizava documentos oficiais de recuperação ambiental para justificar intervenções que, na prática, tinham como objetivo a extração de minério de ferro. A PF afirma que geólogos e engenheiros produziam relatórios e classificações técnicas para ocultar a lavra ilegal, enquanto servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e integrantes de órgãos ambientais teriam favorecido a mineradora por meio da aprovação de pareceres e da omissão em processos de fiscalização. O inquérito também aponta que consultores atuavam como intermediário entre a empresa e agentes públicos, facilitando o acesso a informações privilegiadas e a aprovação de documentos técnicos. Outra empresa citada na investigação é a Fleurs Global Mineração, apontada pela PF como responsável pelo beneficiamento e pelo escoamento do minério extraído ilegalmente da Mina Granja Corumi. Ao todo, 17 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Eles foram indiciados por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, crimes ambientais e usurpação de bens da União. Relembre o caso A Operação Parcours foi deflagrada pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), em março de 2025. Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, São Paulo e Brasília, além do bloqueio de bens, do afastamento de servidores da Agência Nacional de Mineração e da suspensão das atividades da mineradora. Segundo a investigação, o grupo atuava desde 2014 e causou prejuízo estimado em R$ 832 milhões à União, além de danos ambientais na Serra do Curral. Em abril de 2025, o g1 mostrou que a Polícia Federal havia concluído que a Empabra usou o Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), aprovado em 2008 para recuperar a antiga mina, como fachada para ampliar a exploração mineral. Perícias da PF e auditorias da Controladoria-Geral da União apontaram que, em vez de apenas retirar rejeitos acumulados no local, a empresa abriu grandes cavas para extrair minério diretamente do solo. A investigação também concluiu que houve destruição da nascente do Córrego Taquaril, avanço da mineração para áreas não autorizadas e possível impacto sobre o lençol freático. Antes e depois de pontos da Serra do Curral, destacado pelo inquérito. Reprodução O que dizem os citados Em nota enviada anteriormente ao g1, a Empabra afirmou que sempre atuou dentro da legalidade e que todas as atividades realizadas na Mina Corumi foram autorizadas pelos órgãos competentes. A empresa também disse que a retirada do material depositado no interior da mina foi uma medida necessária para garantir a segurança ambiental da área e reafirmou o compromisso com o fechamento definitivo da mina e a recuperação ambiental do local. A Agência Nacional de Mineração informou, anteriormente, que colabora com as autoridades e cumpriu todas as determinações judiciais. O g1 entrou em contato com a Empabra e com Agência Nacional de Mineração, mas, até o momento da publicação desta reportagem, não obteve retorno. Antes e depois de pontos da Serra do Curral, destacados pelo inquérito. Reprodução LEIA TAMBÉM: Operação Rejeito: PF indicia 34 investigados por fraudes em licenças ambientais de mineração TCU apura possível irregularidade em compra de trens do metrô de BH pela CBTU do Recife Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

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