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Sistema Paraopeba, que abastece a Grande BH, opera com 75,5% da capacidade

Sistema Paraopeba, responsável pelo abastecimento da Grande BH. Repordução/TV Globo O Sistema Paraopeba, responsável pelo abastecimento de parte da Região...

Sistema Paraopeba, que abastece a Grande BH, opera com 75,5% da capacidade
Sistema Paraopeba, que abastece a Grande BH, opera com 75,5% da capacidade (Foto: Reprodução)

Sistema Paraopeba, responsável pelo abastecimento da Grande BH. Repordução/TV Globo O Sistema Paraopeba, responsável pelo abastecimento de parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, opera atualmente com 75,5% da capacidade. Há 30 dias, o índice era de 79,7%. O sistema é formado por três reservatórios: Vargem das Flores, Serra Azul e Rio Manso. Os três apresentaram redução no volume armazenado no período. O reservatório Vargem das Flores está com 79,4% da capacidade, contra 85,6% há 30 dias. Já o Serra Azul opera com 50,1%, enquanto, no mês passado, o volume era de 54,3%. O Rio Manso, que apresenta o maior volume entre os três, está com 89,4% da capacidade. Há 30 dias, o índice era de 93,1%. Com a redução nos três reservatórios, o volume armazenado no Sistema Paraopeba também caiu na comparação com o mês anterior. Estiagem explica parte da redução Para o ambientalista Apolo Heringer Lisboa, a redução no volume dos reservatórios neste período está relacionada principalmente à estiagem sazonal, que costuma atingir a região entre agosto e outubro. “Agosto e setembro, os níveis das reservas estão abaixando. Agosto, setembro e outubro, só vai piorando. No Rio das Velhas não tem reservatório. É normal essa queda, não está chovendo”, afirmou. Segundo o ambientalista, porém, além do efeito sazonal da falta de chuvas, a atividade humana também exerce pressão sobre os recursos hídricos. Ele cita a mineração como uma das atividades que podem afetar as reservas de água. “A política econômica de mineração impacta os reservatórios também. Para minerar tem que bombear água para fora, o que seca as nascentes de volta”, disse. Apolo Heringer Lisboa também afirmou que a perfuração de poços e outras intervenções podem comprometer reservas de água, que não voltarão ao ciclo novamente. Agora no g1 Sem previsão de chuva para a RMBH A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica um cenário pouco favorável para a recuperação dos reservatórios no curto prazo. Neste sábado (15), o instituto aponta a atuação de uma condição de tempo mais quente e seco sobre o Sudeste, com temperaturas acima da média em parte da região. Para a Grande Belo Horizonte, não há indicação de chuva significativa no período. O prognóstico climático para agosto aponta que Minas Gerais deve ter, de forma geral, volumes de chuva próximos da média histórica, mas é um dos meses mais secos do ano na região. Com os níveis dos três reservatórios do Sistema Paraopeba em queda, a ausência de chuvas mais volumosas reforça a importância do uso racional da água pela população. Medidas simples, como reduzir o tempo do banho, fechar a torneira ao ensaboar a louça e corrigir vazamentos, ajudam a diminuir o consumo e contribuem para a preservação dos recursos hídricos.

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