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Suspeito de matar namorada tentou oficializar relacionamento após crime; vítima tinha herdado apartamento de R$ 900 mil do pai

Suspeito de matar a namorada é preso em BH O suspeito de matar a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, tentou oficializar o relacionamento com a ...

Suspeito de matar namorada tentou oficializar relacionamento após crime; vítima tinha herdado apartamento de R$ 900 mil do pai
Suspeito de matar namorada tentou oficializar relacionamento após crime; vítima tinha herdado apartamento de R$ 900 mil do pai (Foto: Reprodução)

Suspeito de matar a namorada é preso em BH O suspeito de matar a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, tentou oficializar o relacionamento com a vítima depois do crime. As investigações apontam que o homem tinha interesse no patrimônio da jovem, que havia herdado um imóvel de R$ 900 mil do pai. Adalton Martins Gomes, de 45 anos, foi preso preventivamente na última sexta-feira (15), depois que o caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio. Giovanna foi encontrada morta no apartamento onde morava, na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, no dia 9 de fevereiro deste ano. O suspeito e a vítima estavam juntos havia apenas quatro meses, e Adalton ainda é casado no papel com a ex-mulher, com quem tem quatro filhos. Mesmo assim, ele tentou comprovar união estável com Giovanna após o crime. "Ele ajuizou uma ação de reconhecimento de união estável post mortem [após a morte]. Ele mandou vários áudios para as amigas [da vítima], inclusive para uma de forma mais insistente, até intimidatória, para que ela o ajudasse nesse reconhecimento formal da união estável. [...] O que tudo indica é que há um interesse patrimonial envolvido", afirmou a delegada Ariadne Coelho, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa. Segundo o advogado da família de Giovanna, José Eustáquio Alves Júnior, a jovem herdou do pai o apartamento onde morava, avaliado em cerca de R$ 900 mil, e ainda tinha um valor de R$ 200 mil a receber. "De imediato, após dias de namoro, ele já trocou a conta de luz da casa, já colocou a conta de luz em nome dele. [...] Eu já era advogado da Giovanna em alguns processos, questão de alimentos, inventário que o pai havia deixado. O Adalton foi até o escritório falar que era para eu renunciar aos processos, que ele iria colocar um novo advogado para [...] resolver os casos da Giovanna", disse. Fotos mostram Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH, e o homem preso suspeito de feminicídio Reprodução/ Polícia Civil O crime Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime Imagens do circuito de segurança registraram o momento em que o suspeito deixou o prédio na Savassi, onde morava com a vítima, no dia do crime (veja vídeo acima). Horas depois, o corpo de Giovanna foi encontrado por uma amiga, que tinha uma chave do apartamento. Ludmylla Aparecida Dias estranhou o fato de a estudante não responder mensagens nem comparecer a um almoço marcado e foi até o imóvel. "Ele acabou, destruiu a vida dela. Acabou com os sonhos dela. Giovanna tinha sonhos, a Giovanna tinha futuro", lamentou Ludmylla. Segundo a Polícia Civil, elementos como caixas de medicamentos espalhados pela casa e o histórico depressivo da jovem fizeram com o que o caso fosse interpretado inicialmente como suicídio. As investigações tiveram uma reviravolta após o laudo de necropsia apontar que a jovem morreu por asfixia causada por sufocação direta, e não por intoxicação. "Nós tivemos o resultado definitivo do laudo de necrópsia, que constatou que houve sufocação, asfixia por sufocação direta, ou seja, houve obstrução externa dos orifícios respiratórios, seja por meio de um travesseiro, seja por meio das próprias mãos", explicou a delegada Ariadne Coelho. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Adalton Martins Gomes. Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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